quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dizem que isto é na Hungria


Mas acho que por cá, não há Lello que não gostasse de uma campa assim


Com direito a garrafeira e tudo...

domingo, 23 de setembro de 2007

Para que não haja dúvida...



Nada como evidenciar o evidente (pleonasmo oblige...)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A tempestade ao longe



De todas as que tirei com a máquia de rolo, esta é a que mais aprecio; avizinhava-se uma grande tempestade e só uma réstia de sol iluminava a universidade e tudo o resto era cor de chumbo...são daqueles momentos que não se repetem e uma máquina à mão, dá sempre muito jeito ;-)

domingo, 16 de setembro de 2007

Recantos


Agora que fiquei sem a digital, terei de voltar à velha máquina de rolo que, apesar da excelente qualidade das fotos e das várias funções que possibilita, continua a ter sobretudo o problema do peso excessivo, 900 gr são demasiados para trazer ao pescoço sem se notar...
Recordo-me quando há mais ou menos 10 anos, com essa velha Olympus de rolo, fazia incursões pela cidade, ao domingo de manhã cedo, quando toda a cidade dormia e todos os recantos se mostravam na sua plenitude, como esta antiga padaria que tem conservado os belos azulejos, apesar das portas serem já em alumínio, do mal o menos...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Recordando Rob


(pintura de Rob Gonsalves-Stepping stones)

De repente,
dos sonhos restam apenas
ténues desejos...
das vontades fica só
um resíduo contaminado
pelos muros que nos tolhem.
De repente, tudo é sombra
e o horizonte fica mais além...

Até que vamos mais
fundo, cá dentro, revolvemos as
entranhas e buscamos
um qualquer sentimento visceral
que nos traga de novo algo
para além da angústia...
qualquer coisa que nos arranque
a esta espiral descendente,
da confusão do que somos
depois dos tropeções e das
dúvidas que teimam em nos ferir.
Quando já nada é claro
tudo se torna incerto
...é neste deserto que me perco...

Candam, 9 Setembro 2007

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Vou descansar


Até segunda-feira vou ficar aqui a deleitar-me com o silêncio e o verde que nunca cansam...agora que me roubaram a máquina, tão cedo não voltarei a tirar fotos para partilhar convosco o que os meus olhos vêem, ficam as do arquivo para colorir algumas palavras...
Bom fim-de-semana a todas e a todos;-)

domingo, 2 de setembro de 2007

Azia

(foto de Carla salgueiro; um dia entardeceremos como as árvores...)

BICABORNATO DE SODA

Súbita, uma angústia...
Ah, que angústia, que náusea do estômago à alma!
Que amigos que tenho tido!
Que vazias de tudo as cidades que tenho percorrido!
Que esterco metafísico os meus propósitos todos!

Uma angústia,
Uma desconsolação da epiderme da alma,
Um deixar cair os braços ao sol-pôr do esforço...
Renego.
Renego tudo.
Renego mais do que tudo.
Renego a gládio e fim todos os Deuses e a negação deles.
Mas o que é que me falta, que o sinto faltar-me no estômago e na
circulação do sangue?
Que atordoamento vazio me esfalfa no cérebro?

Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
Não: vou existir. Arre! Vou existir.
E-xis-tir...
E-xis-tir...

Meu Deus! Que budismo me esfria no sangue!
Renunciar de portas todas abertas,
Perante a paisagem todas as paisagens,
Sem esperança, em liberdade,
Sem nexo,
Acidente da inconsequência da superfície das coisas,
Monótono mas dorminhoco,
E que brisas quando as portas e as janelas estão todas abertas!
Que verão agradável dos outros!

Dêem-me de beber, que não tenho sede!

Álvaro de Campos