Ensinar a minha Nika a jogar xadrez, para tornar mais céleres os dias que partilhamos sozinhas; mas esperta como ela é, ainda me ganhava...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Já me ocorreu
Ensinar a minha Nika a jogar xadrez, para tornar mais céleres os dias que partilhamos sozinhas; mas esperta como ela é, ainda me ganhava...
terça-feira, 29 de maio de 2007
Prémio imerecido

Isto até é irónico; se a mana não se achou merecedora deste prémio, que direi eu que em cada dia que passa "se me vão secando" cada vez mais os tomates...
Como a promotora defende e a mana referiu, eu sou defensora dos animais, mas não tenho "tomates" para os ver sofrer e desintegro-me emocionalmente perante as adversidades, que preferia ser eu a suportar, do que assistir a elas.
A parte mais difícil é encontrar outros blogs que ainda não tenham sido nomeados, mas vou tentar; para começar nomeio o Roque que vai dizendo umas verdades com ar de brincadeira e me atura os amoks quando vou lá disparatar. O Heliasta que também trata bem de dizer o que pensa, de uma forma extremamente educada e ponderada. O Lobo Solitário que tem reflexões muito sensatas sobre tudo em geral. Por fim, o Afinador de Sinos que além de ter o blog, tem outras formas de intervenção artística que muito aprecio; e a Psique que tem a coragem de dizer o que lhe vai na alma.
Obrigada pela nomeação, mana. Espero estar mais à altura da distinção, daqui para a frente...
domingo, 27 de maio de 2007
Ficam as recordações



Quando mencionei aqui o 1º aniversário da Jota ter vindo cá para casa, contava celebrar mais uns quantos, continuando a mostrar-vos os seus progressos. Mas a vida é isto mesmo: partidas atrás de partidas, algumas de mau gosto, como é o caso.
Pensei para comigo em Dezembro de 2004, que nunca mais seria capaz de repetir o acto de mandar abater um animal, sobretudo naquele caso em que ela nos havia acompanhado durante 13 anos, decisão essa que nos tinha deixado completamente de rastos aos dois, só quem ama os animais e já passou pelo mesmo, compreenderá essa dor e o vazio que fica.
Ao aceitar trazer a Jota, sabíamos de antemão que a sua sobrevivência a médio e longo prazo estava comprometida, desde logo pela negligência com que cresceu e depois pela doença incurável que contraiu mas, como fui documentando um pouco no Stressless, as suas melhoras foram tão evidentes que eu achei que ela ia ficar bem para sempre, ia brincar mais e mais com a Nika e ia continuar a ficar cada dia mais mimada e melga, como era costume.
Mas não, a partir de Novembro foi piorando, muito lentamente as artroses começaram a progredir e a sua saúde começou a debilitar-se e já só andava com comprimidos e já não conseguia brincar; por força das contra-indicações fui obrigada a reduzir-lhos gradativamente e quando deixei de o fazer completamente, as lesões vieram todas ao cimo e apesar dos meus olhos crerem ter visto melhoras, tal não se verifica e a situação é irreversível. Desfrutei da sua companhia quase 18 meses, durante os quais lhe tentei proporcionar o máximo conforto, muitos mimos e uma vida o mais calma possível, como lhe exigia a sua patologia e sei que isso para ela deve ter sido muito gratificante, pois sempre o demonstrou
Tenho vergonha de mim, pois tentei ir lá durante a semana, sozinha e não consegui sequer agarrar nas chaves do carro, só de pensar no que me iriam dizer, fiquei cheia de náuseas e fui-me “abaixo das canetas” literalmente...o meu marido é que teve de tratar disso na sexta-feira. Ficou então marcado para hoje à tarde o eterno sono que trará a cura de todas as suas dores e substituirá em nós a amargura de a ver sofrer, pela saudade indizível e o remorso que não conseguimos controlar.
Não sei como irei superar isto, espero não me afundar muito em termos emocionais; mas o facto de vos ter aqui a prestar o vosso apoio, já mitiga um pouco a dor no peito e torna-a mais suportável...
Sem o corpo que lhe pesava nas suas dores, a Jota está agora livre para finalmente descansar em paz.
Obrigada por tudo o que nos deste, a Nika vai sentir muito a tua falta e vai procurar-te por todo o quintal, mas quando perceber que foi só o teu corpo que desapareceu, vai guardar as tuas memórias num cantinho do coração, como nós...
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Estão quase
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Coragem II

Quando pensamos estar a viver um dos piores momentos da nossa vida, por vezes acontece algo ainda mais destruidor que nos faz equacionar e relativizar, todas as situações.
Assim estava eu no domingo passado, quando pensava sobre o futuro da Jota e no seu sofrimento, sentindo-me a “pessoa mais infeliz do mundo”, quando recebo a notícia de que tinha sido diagnosticado cancro na tiróide, já numa fase avançada, a um familiar muito próximo...
Claro que após o espanto e a incredulidade, fomos visitá-los e dar o nosso apoio da maneira que sabemos, embora tenhamos consciência de que nada pode mitigar tamanha dor, não há palavras que se transformem em força e coragem, menos ainda para alguém doutorado em Psicologia; no entanto sem saber como, lá vou buscar um pouco de boa disposição e energia positiva, para tentar aliviar a pressão de uma notícia arrasadora. Claro que ela está apavorada bem como o marido, foram pais pela primeira vez há 5 meses, depois de algumas tentativas falhadas e claro que o seu primeiro pensamento foi para a possibilidade de não criar a filha.
Arrepende-se agora de ter escolhido o Doutoramento como prioridade e deixado para depois dos 40, a maternidade; mas creio que tudo vai correr bem e apesar de me sentir abalada, não o demonstro e vou não sei onde buscar um espírito optimista.
É por estas e outras que continuo a achar que somos: NADA!! No nosso egocentrismo, achamos que podemos ditar as regras de tudo, bem como a todos...vãos sonhos de grandeza que nos limitam cada vez mais, na nossa pequenez.
Se a mim me assusta a possibilidade de a perder, nem imagino o que sentirá ela própria que achava que ia agora – finalmente – aproveitar o fruto de tanto esforço e dedicação profissional, para relaxar e aproveitar a vida familiar...
Sempre me ensinaram (embora eu nunca tenha conseguido aprender), a salvaguardar o futuro, a pensar no dia de amanhã e amealhar o mais possível; eu sempre achei que o importante era viver cada dia, da melhor maneira possível e aceitarmos o que nos é dado pela vida, nunca deixar os carinhos aprisionados nas mãos, nunca tolher as lágrimas que se nos afloram em comoção positiva e partilhar com quem gostamos, todos os abraços e afagos, gritar bem alto a nossa felicidade quando ela acontece, pois esses momentos são tão efémeros...
Nunca devemos ficar com a sensação de que não aproveitámos, ou não mostrámos o que sentíamos em determinado momento; nenhuma frase deve ficar por dizer, nenhum pedaço de vida, por viver...
terça-feira, 22 de maio de 2007
Coragem
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Perante isto
foto de 21 Maio 2007
foto de 28 Abril 2006A Jota, como alguns de vós sabeis, veio para cá a 1 de Outubro de 2005 nas condições que mostrei AQUI e depois fui fazendo o relato das melhoras do seu estado, pese embora o facto da sua doença não ter cura.
Há cerca de 8 meses foram-lhe diagnosticadas várias artroses, para as quais e meramente como paliativo foi-lhe receitado Lepicortinolo, com o qual melhorou substancialmente a mobilidade, dado a artrose mais grave ser no joelho da pata de trás esquerda; acabado o tratamento, regrediu quase completamente e em vez de 20 mg, passei a dar-lhe 5 mg para ver se o estrago era menor, mas as melhorias também não foram significativas, a cirurgia seria uma solução temporária, pois a saúde geral dela está muito debilitada com a doença, embora tome o comprimido diário de Zyloric, religiosamente.
Como o comprimido para as dores tem cortisona, não é aconselhado o seu uso prolongado, devendo diminuir-se a dose gradualmente, foi o que começámos a fazer há cerca de 2 meses, até que parámos aproximadamente há 3 semanas.
A partir daí a Jota começou a piorar, o pelo começou a cair-lhe e ela com as dores que tem, lambe-se até fazer feridas, desde as patas à barriga e todas as manhãs tenho de lhe limpar os olhos remelosos e por vezes feridos a toda a volta, porque ela coça-os e magoa-se; quando a vou buscar ao quintal e ela se põe em pé, fica a gemer durante uns momentos antes de conseguir andar, pois fica entorpecida de estar sempre deitada.
Está a tornar-se arrasador para mim, encarar os olhares suplicantes que me lança, no meio do seu sofrimento. Custa-me ver que já não consegue brincar com a Nika, nem mesmo deitada, como fazia por vezes.
Não é justo prolongar este sofrimento, seria tremendamente egoísta da minha parte, deixá-la definhar lentamente, só para ter mais um pouco a sua presença física, não o desejaria para mim própria, não posso desejá-lo para a Jota.
Vou ao Vet com ela e o que for, soará...só tenho de me conformar, como faço com outras coisas que não posso mudar, mas nestes casos dói mais...
Que saudades tenho de a ver ASSIM
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